Um estudo de 15 anos conduzido em 80 florestas ao redor do mundo concluiu que as floresta tropicais seqüestram mais carbono quando são cuidadas pelas comunidades locais do que pelo governo.
Possivelmente porque os habitantes teriam mais interesse em manter a floresta viva, enquanto que o governo, independente da intenção, costuma licenciar atividades destrutivas e predatórias de livre concorrência, conduzidas por pessoas que não acreditam que a floresta vá durar muito.
Os autores acreditam que as comunidades locais façam um uso mais sustentável dos seus recursos naturais.
Simon Counsell da Fundação para a Floresta Tropical, do Reino Unido, declara que "No Brasil, e em qualquer outro lugar, sabemos que as florestas mais preservadas estão em reservas indígenas, como a reserva Kaiapó, na Amazônia oriental - a floresta mais protegida do mundo"
CHHATRE & AGRAWAL. Trade-offs and synergies between carbon storage and livelihood benefits from forest commons.Proceedings of the National Academy of Sciences,4 de setembro de 2009.
Muitos poluentes atmosféricos se condensam, indo parar nas geleiras, que acabam se tornando um depósito de agentes tóxicos. Com a elevação da temperatura atmosférica, levando ao degelo nas montanhas, esses poluentes voltam a contaminar a terra e a água, pondo em risco a saúde humana e ambiental. Um estudo realizado em um lago suiço alimentado pelo derretimento das gelerias nos Alpes revelou, por exemplo, uma taxa crescente nos níveis de pesticidas causadores de Parkinson, cujo uso fora há muito banido. Sobre esse fenômeno também comum nas geleiras polares, Christian Bogdal, responsável pela pesquisa alerta: "eles são depositados nas geleiras e vão aparecer em nossos lagos em poucas décadas. Cessar o aquecimento global vai retardar o derretimento das geleiras, mas os agentes químicos ainda serão liberados eventualmente"
BOGDAL et al. Blast from the Past: Melting Glaciers as a Relevant Source for Persistent Organic Pollutants. Environmental Science & Technology, 24 de setembro de 2009.
A obesidade é uma doença que predispõe a inúmeras outras desordens, isso é verdade tanto para humanos quanto para cães. Uma das conseqüências mais graves é a instalação da diabete. Um estudo conduzido em Barcelona mostrou mais detalhes da semelhança entre a obesidade canina e a humana, revelando que cães obesos apresentam resistência a insulina diretamente relacionada com quantidade de gordura corporal. Também foi observado que a perda de peso conduz a uma diminuição de adipocinas pró-inflamatórias, como o Fator de Necrose Tumoral (TNF-α), a haptoglobina e a proteína C-reativa. Esses dados, demonstram, em conjunto, que assim como em humanos a obesidade canina pode conduzir a desordens inflamatórias subclínicas e ao diabetes em cães obesos.
GERMAN,et al. Improvement in insulin resistance and reduction in plasma inflammatory adipokines after weight loss in obese dogs. Domestic Animal Endocrinology, vol. 37. n4: p227-235, 2009.
É natural que o homem tema a sua própria sombra, isto é, o lado desconhecido ou oculto da sua personalidade. E, embora não seja desejável, também naturalmente, a maioria das pessoas vai morrer carregando esse temor. E, naturalmente, conseguem sustentá-lo por tanto tempo através do recurso de culpar os outros, insistentemente e repetidamente, por aquilo que temem nelas mesmas.
Compreendendo que o hábito cultural tornou "natural" esse tipo de atitude, sendo difícil para essas pessoas desvencilhar-se disso já que nem ao menos imaginam o que seja, torna-se admissível que nos permitamos uma conduta tolerante frente a elas. Entendendo tolerância não como consentimento, muito menos submissão, e sim como a capacidade de perdoar, imbuídos inclusive de um sentimento de piedade pela cegueira e estagnação psíquica desses próximos.
Em contra-partida, ao fazermos assim, estaremos deixando de culpá-los por aquilo que tememos em nós mesmos, escapando ao risco de compactuar com eles, imitando-os, e assumindo um patamar superior em termos de maturidade e intelectualidade.
JOGO DAS ILUSÕES: velozes e furiosos? A transmissão do conhecimento não pode ser como uma bala na cabeça, mas pode ter os mesmos resultados...
"Uma das falsas ilusões do ensino – sem dúvida reminiscência de um pensamento arcaico – é que os estudantes podem passar de um estado de ignorância para um estado de conhecimento, sobre um tema concreto, num curto intervalo de tempo de uma sessão de aula. Esta crença, que simplifica a existência de processos inerentes a toda aprendizagem, é uma fonte de mal-estar e frustração tanto para o professorado quanto para os alunos e alunas, fundamentalmente porque não coincide com a realidade"
FONTE:
MORENO, Montserrat. Temas transversais: um ensino voltado para o futuro. In: BUSQUETS, Maria Dolors; CAINZOS, Manuel; FERÑANDES, Teresa; LEAL, Aurora; MORENO, Montserrat; SASTRE, Genoveva. Temas transversais em Educação – bases para uma formação integral. São Paulo: Ática, 1998. p.19-59.